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Xô aedes aegypti !!!

Xô aedes aegypti !!!

mosquito

Mosquito Aedes Aegypti

O MOSQUITO

Aedes Aegypti é o mosquito transmissor da dengue, febre chikungunya, zika vírus e da febre amarela urbana. Menor do que os mosquitos comuns, é preto com listras brancas no tronco e nas pernas. Suas asas são translúcidas e o ruído que produz é praticamente inaudível ao ser humano.

O macho, como de qualquer espécie de mosquito, alimenta-se exclusivamente de frutas. A fêmea, no entanto, necessita de sangue para o amadurecimento dos ovos que são depositados separadamente nas paredes internas dos objetos, próximos às superfícies de água limpa, local que lhes oferece melhores condições de sobrevivência. No momento da postura são brancos, mas logo se tornam negros e brilhantes.

Em média, cada mosquito vive em torno de 30 dias e a fêmea chega a colocar entre 150 e 200 ovos. Se forem postos por uma fêmea contaminada pelo vírus da dengue, ao completarem seu ciclo evolutivo, transmitirão a doença.

Os ovos não são postos na água, e sim milímetros acima de sua superfície, principalmente em recipientes artificiais. Quando chove, o nível da água sobe, entra em contato com os ovos que eclodem em pouco menos de 30 minutos. Em um período que varia entre sete e nove dias, a larva passa por quatro fases até dar origem a um novo mosquito: ovo, larva, pupa e adubo.

ciclo mosquito

O Aedes Aegypti põe seus ovos em recipientes como latas e garrafas vazias, pneus, calhas, caixas d’água descobertas, pratos sob vasos de plantas ou qualquer outro objeto que possa armazenar água da chuva, como pneus. O mosquito pode procurar ainda criadouros naturais, como bromélias, bambus e buracos em árvores.

É um mosquito urbano, embora tenha sido encontrado na zona rural, para onde foram levados em recipientes que continham ovos e larvas. Próprio das regiões tropical e subtropical, não resiste a baixas temperaturas presentes em altitudes elevadas.

Estudos demonstram que, uma vez infectada – e isso pode ocorrer em uma única inseminação -, a fêmea transmitirá o vírus por toda a vida, havendo a possibilidade de, pelo menos, parte de suas descendentes já nascerem portadoras do vírus.

As fêmeas preferem o sangue humano como fonte de proteína ao de qualquer outro animal vertebrado. Atacam de manhãzinha ou ao entardecer. Sua saliva possui uma substância anestésica, que torna quase indolor a picada. Tanto a fêmea quanto os machos abrigam-se dentro das casas ou nos terrenos ao redor.

DENGUE
De origem espanhola, a palavra significa “manha”, “melindre”, estado em que se encontra a pessoas doente.

É uma doença infecciosa febril aguda que pode se apresentar de forma benigna ou grave. Isso vai depender de diversos fatores, entes eles: o vírus e a cepa envolvidos, infecção anterior pelo vírus da dengue e fatores individuais como doenças crônicas (diabetes, asma brônquica, anemia falciforme).

A doença é transmitida pela picada da fêmea do mosquito Aedes Aegypti. Não há transmissão pelo contato direto com um doente ou suas secreções, nem por meio de fontes de água ou alimento.

O doente deve apresentar sintomas como febre, dor de cabeça, dores pelo corpo, náuseas ou até mesmo não apresentar qualquer sintoma. O aparecimento de manchas vermelhas na pele, sangramentos (nariz, gengivas), dor abdominal intensa e contínua e vômitos persistentes podem indicar a evolução para dengue hemorrágica. Esse é um quadro grave que necessita de imediata atenção médica, pois pode ser fatal.

É importante procurar orientação médica ao surgirem os primeiros sintomas, pois as manifestações iniciais podem ser confundidas com outras doenças, como febre amarela, malária ou leptospirose, e não servem para indicar o grau de gravidade da doença.

FEBRE CHIKUNGUNYA
Também transmitida pela fêmea do mosquito Aedes Aegypti, foi identificada pela primeira vez na Tanzânia, em 1952. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, desde 2005 quase 2 milhões de casos foram informados na Índia, na Indonésia, nas Maldivas, em Mianmar e na Tailândia. Houveram epidemias da doença na ilha francesa de Reunião, a leste de Madagascar, em 2006, e no norte da Itália em 2007.

Em 2004, cerca de 60% dos habitantes da ilha Reunião, um departamento francês no Oceano Índico, foi infectado. A doença deixou a população debilitada e afetou gravemente a economia. Ninguém podia sair de casa para trabalhar, estudar ou consumir. Houveram 266 mil casos e apenas 256 mortes – o que significa uma taxa de letalidade de 0,1%. Mais tarde, na epidemia indiana de 2006, houveram 1,3 milhão de casos e nenhuma morte. Os caribenhos, acostumados às agressões do vírus, dizem que o Chikungunya não mata, mas aleija.

Os sintomas da Chikungunya são:

Febre – Alta e de início imediato. Quase sempre ocorre.
Dores nas Articulações – Dores intensas e presentes em quase 90% dos casos.
Manchas na Pele – Podem ocorrer nas primeiras 48 horas
Coceira – Ocorre em 50% e 80% dos casos e com intensidade leve.
Vermelhidão nos Olhos – Pode ocorrer.

ZIKA VÍRUS
Também transmitida pela fêmea do mosquito Aedes Aegypti, é um arbovírus transmitido por artrópodes, como os insetos. Conhecido pela sigla ZIKV é parente dos causadores de outras doenças, como a dengue, a febre amarela e a febre ocidental do Nilo.

Originária da Floresta Zika, na Uganda, foi isolado em macacos Rhesus em 1947, pela equipe do cientista GW Dick. Por 50 anos, o vírus causou surtos esporádicos e poucos casos em humanos eram conhecidos.

No Brasil, no começo de 2015 autoridades da saúde de Natal, no Rio Grande do Norte, notaram a presença de uma síndrome que lembrava os sintomas da dengue. Os exames sorológicos deram negativo para o vírus da dengue e da febre chikungunya. Em março, o Instituto Oswaldo Cruz analisou amostras de sangue de pacientes com a síndrome e identificaram o Zika Vírus. A genética do vírus encontrado em pacientes brasileiros sugere que ele é o mesmo que causou epidemias nas ilhas do Pacífico. Os pesquisadores da Fiocruz, autores do estudo que identificou os primeiros casos de transmissão no Brasil, sugerem que uma possível explicação para a entrada do Zika no país tenha sido a presença de turistas durante a Copa de Mundo de 2014.

A maioria dos é assintomática, mas às vezes o vírus pode causar dor de cabeça e nas articulações, vermelhidão e dor atrás dos olhos, febre baixa por 3 a 7 dias, vômitos, manchas vermelhas e coceiras.

7 CURIOSIDADES SOBRE O AEDES AEGYPTI E COMO FAZER SUA PARTE PARA SE LIVRAR DO MOSQUITO

Veja a lista com as curiosidades sobre o Aedes Aegypti e como se prevenir, evitando as doenças acima descritas:

1. As fêmeas do mosquito são as únicas que picam os humanos, pois precisam do sangue para maturar seus ovos;
2. Elas, geralmente, preferem picar pessoas que usam cores escuras e possuem alguns odores, como chulé;
3. As fêmeas também são capazes de botar até 500 ovos e picar 300 pessoas durante a vida, que dura de 30 a 45 dias;
4. O Aedes Aegypti tem atuação mais intensa das 08:00 às 16:00 horas, pois é totalmente doméstico e adaptado aos hábitos dos seres humanos;
5. As mulheres são mais vulneráveis às picadas do mosquito, devido ao vestuário que deixa partes do corpo mais expostas, como vestidos e saias;
6. Ambiente da casa úmidos, escuros e sombreados são os preferidos do Aedes Aegypti;
7. O Aedes põe seus ovos em água parada em qualquer local por mais de três dias, limpa ou suja.

PREVENÇÃO CONTRA O AEDES AEGYPTI

A melhor forma de evitar que o mosquito se prolifere e transmita doenças é o combate à água parada. O mosquito coloca em risco a saúde de toda a comunidade. Por isso, faça sua parte vistoriando o seu quintal e dentro de sua casa.

CHECK LIST CONTRA O AEDES EGYPTI

Aparadores de água de filtro Escoadouros de áreas externas Área de descarte de sacos de lixo
Hortas e vasos em janelas e sacadas Bandejas de ar condicionado Caixas d’água sem tampa
Banheiros/Instalações sanitárias Lonas de cobertura Marquises e telhados
Piscinas, fontes e espelhos d’água Depósitos de água Sucatas
Reservatórios de água Caixas de passagem de água Lajes
Casas de máquina de elevadores Tanques, pias e ralos Geral de áreas externas
Muros com cacos de vidro Calhas Objetos abandonados no tempo

EXAMES E PROCEDIMENTOS COBERTOS PELOS PLANOS DE SAÚDE

DENGUE
Os testes rápidos, a sorologia Elisa (IgG e IgM) e o Antígeno NS1 têm cobertura obrigatória prevista no Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde. Além desses, outros exames complementares também podem ser utilizados para o diagnóstico da dengue e são cobertos pelos planos, como: hemograma, contagem de plaquetas, prova do laço, dosagem de albumina sérica e transaminases, além de radiografia de tórax, ultrassonografia de abdome e outros exames, conforme necessidade (glicose, ureia, creatinina, eletrólitos, gasometria, TPAE e ecocardiograma). Os exames têm cobertura obrigatória para todos os beneficiários de planos de saúde, sem restrições.

ZIKA VÍRUS
Os exames devem ser assegurados para gestantes, bebês filhos de mães com diagnóstico de infecção pelo vírus e recém-nascidos com malformação congênita sugestiva de infecção pelo zika. Os exames previstos são o PCR (Polymerase Chain Reaction), para detecção do vírus nos primeiros dias da doença; o teste sorológico IgM, que identifica anticorpos na corrente sanguínea; e o IgG, para verificar se a pessoa já teve contato com zika em algum momento da vida. Os exames têm cobertura obrigatória apenas para os beneficiários de planos de saúde citados acima.

CHIKUNGUNYA
A sorologia Elisa (IgG e IgM) têm cobertura obrigatória, prevista no Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde, para todos os beneficiários de planos de saúde, sem restrições.

 

aspectos clinicos da dengue

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